Espaço de reflexão e de partilha dinamizado pelos professores e técnicos do Departamento de Educação Especial do Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita - Loulé
20 de Outubro de 2015

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A Síndrome do X-Frágil (SXF) é a causa hereditária mais comum de deficiência mental.
Ela é causada por uma alteração, ou mutação, de um único gene e pode ser transmitida de uma geração para a seguinte.
A mutação ocorre no cromossoma sexual X, pelo que os rapazes, que têm apenas um cromossoma X, são mais suscetíveis de ser afetados do que as raparigas. 85% dos rapazes apresenta um défice cognitivo considerável enquanto que nas raparigas o défice cognitivo é mais ligeiro, afetando entre 50 a 70%.

Causa
A Síndrome do X-Frágil é uma doença genética associada ao cromossoma X, causada por uma mutação (alteração na estrutura do DNA) num gene conhecido como FMR1 que foi identificado em 1991. Esta mutação sendo ampla, mutação completa, leva a que o gene deixe de funcionar, impossibilitando a produção da proteína FMRP.
A gravidade do défice cognitivo das crianças com SXF é correlacionável com o nível de proteína que este gene ainda consegue produzir.
Alguns indivíduos são apenas portadores: possuem unicamente um pequeno defeito no gene FMR1, conhecido como pré-mutação, não apresentando os sintomas característicos da Síndrome do X-Frágil.

Transmissão e Diagnóstico
Os portadores masculinos, transmissores, podem passar a pré-mutação a todas as suas filhas mas a nenhum filho, dado que aos filhos o pai passa o seu cromossoma Y.
As mães podem passar a pré-mutação a todos os seus filhos, rapazes e/ou raparigas. Por isso, as mulheres com pré-mutação podem transmitir a expansão, ou não, com um risco de 50% tanto para os seus filhos como para as suas filhas.
A pré-mutação da fragilidade do cromossoma X pode ser transmitida ao longo de várias gerações antes que apareça uma primeira criança afetada. Para detetar a fragilidade do cromossoma X, quer na fase de pré-mutação quer na fase de mutação completa, é necessário fazer-se uma análise de DNA ao sangue.

Características Comportamentais Mais Comuns
Défice cognitivo, variando desde perturbações ligeiras de aprendizagem e de comportamento até défice cognitivo profundo.
 Hiperatividade ou problemas de atenção e concentração.
 Ansiedade social, instabilidade do humor, timidez excessiva.
 Hipersensibilidade sensorial e uma atitude de defesa tátil.
 Contacto ocular pobre. Autismo.
 Agitação ou mordedura das mãos.
 Problemas de linguagem, entre eles preserveração do discurso e atabalhoamento.

Características Físicas Mais Comuns
Orelhas grandes ou salientes, fronte proeminente e face alongada.
 Baixo tónus muscular, pé plano, palato elevado e arqueado.
 Aumento dos testículos, não evidente antes dos 8 ou 9 anos.

Pontos Fortes
Notável empatia e sociabilidade;
 Excelente memória;
 Grande intensidade de interesses;
 Excelentes capacidades de imitação;
 Extraordinário sentido de humor.

Tratamento
Não há atualmente cura para a SXF que os afetará ao longo das suas vidas.
Contudo, as crianças com SXF beneficiam muitíssimo da intervenção precoce e da educação em instituições de ensino regular que tenham os apoios adequados.
Para além disso, serão úteis ao seu desenvolvimento outros programas específicos de natureza social ou terapêutica (desde terapia da fala ou terapia ocupacional até terapêutica farmacológica) que podem ajudar a maximizar o seu potencial.

As Raparigas e a SXF
Normalmente, as raparigas não têm problemas graves de linguagem e sabem usar o vocabulário e a gramática próprios para a sua idade.
Os principais problemas estão relacionados com a aprendizagem, em particular a aprendizagem da matemática.
Os distúrbios comportamentais também são menos evidentes nas raparigas, apresentando apenas algumas défice de atenção e/ou hiperatividade. No entanto, podem ser tímidas e ansiosas e podem ou apresentar tendências compulsivas ou depressivas.

Patologias associadas à pré-mutação no gene FMR1
Dado o elevado número de portadores da pré-mutação na população em geral é importante acompanhar estas pessoas e alertá-las para os riscos de patologias associadas, tais como:
Transtornos emocionais-psicológicos; (depressão, ansiedade e irritabilidade);
 Insuficiência Ovárica Precoce (FXPOI);
 Disfunção da tiróide;
 Dor muscular crónica ou fibromialgia;
 Síndrome Tremor/Ataxia (FXTAS) (Doença neurodegenerativa de início tardio).

in http://www.apsxf.org/index.php

publicado por Educação Especial em Loulé às 21:54

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comentários recentes
O Autismo não é doença e também não é raro. Porém ...
Sim gostei última vez estou bem
Muito interessante e útil!
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